Chapter 27 of 30

A Vingança de Gabriel

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Malik’s hand clamped on Gabriel’s arm, fingers digging in, pulling him through the university corridor. The crowd thinned as they neared the dorms, Malik’s fury a palpable heat radiating off him. Gabriel stumbled once, then regained his footing, refusing to give Malik the satisfaction of seeing him truly falter. He kept his gaze level, a mask of cool indifference belying the tremor in his gut. O amuleto, uma réplica do de Lucas, sentia-se pesado contra seu peito, uma lembrança constante e fria. Ele era o Herdeiro, mas ainda estava sendo arrastado como um troféu. — Você acha que pode me enganar? — Malik’s voice was a low growl, strained with suppressed rage. His grip tightened, bruising. — O projeto de James... a história do campo magnético... Gabriel allowed a flicker of confusion to cross his face, a carefully constructed facade. — Do que você está falando? Malik stopped abruptly, shoving Gabriel against a cold brick wall. The impact jarred his teeth. Um dardo de dor aguda ricocheteou em sua mandíbula. Ele se recusou a gemer. — Não se faça de desentendido! As conversas, os rumores sobre o sistema de absorção de energia residual de James... Ele está convencido de que você o avisou sobre mim! Gabriel empurrou a parede, uma defiance controlada no movimento. Ele encontrou o olhar furioso de Malik, uma faísca do novo poder dentro dele começando a surgir. Seus sentidos estavam mais aguçados, captando a raiva crua e a insegurança latente de Malik. — E você acredita nele? Malik’s jaw clenched. His eyes, usually so confident, held a flicker of doubt, fueled by rage. Ele estava balançando. — Eu sei que você andou falando. Ouvi a conversa do James com um dos capangas dele. Ele disse que *você* plantou a semente. — Eu plantei a semente? — Gabriel scoffed, a dry, dismissive sound. Um leve sorriso de escárnio brincou em seus lábios. — Ou ele está desesperado para te incriminar e usou meu nome para dar credibilidade às próprias mentiras? Malik hesitated, his brow furrowing. A pequena hesitação de Malik foi um mapa, revelando um caminho. Gabriel pressionou sua vantagem, uma mudança sutil em sua postura, irradiando uma calma inesperada. — Pense, Malik. Por que eu faria isso? Para quê? Eu sou um calouro. Minha vida já está uma bagunça por causa de vocês dois. — Para me ver sangrar — Malik snarled, but the conviction in his voice wavered. Seus olhos vasculharam o rosto de Gabriel, buscando uma verdade que ele não conseguia decifrar. — Para me fazer perder o controle, como você sempre faz. — E funcionou, não é? — Gabriel’s voice dropped, laced with a dangerous edge. Seu tom era suave, quase um sussurro, mas carregado de veneno. — Você está perdendo o controle. Está me arrastando como um cachorro. Isso é o que você quer mostrar para todos? Que Gabriel te transforma em um animal irracional? Malik's hand dropped from Gabriel's arm, his expression a mixture of shock and renewed fury. Gabriel havia atingido um nervo. Malik valorizava sua imagem de controle impiedoso acima de tudo. Ele cambaleou, as palavras de Gabriel cortando mais fundo do que qualquer soco. — Você... — Malik started, searching for words, his face contorted em uma máscara de confusão e raiva. Ele parecia perdido. — Eu o quê? — Gabriel challenged, stepping closer, invading Malik's personal space. Seus olhos, agora com uma intensidade mais profunda e escura, perfuraram os de Malik. — Diga. Malik recoiled slightly, a barely perceptible movement. A mudança em Gabriel era sutil, ainda que inegável. Ele não era o mesmo Gabriel que Malik sempre havia dominado. O ar ao redor deles parecia vibrar com a nova energia. — Você vai para o meu apartamento. Agora. — Malik's voice was rough, a command, but it lacked its usual force. Soava quase como uma tentativa desesperada de se reafirmar. Gabriel merely shrugged, a careless gesture that belied the calculated intent por trás dela. — Como quiser. Parece que você precisa conversar. Mas não se iluda, Malik. Seus jogos não me assustam mais. Ele se virou, andando à frente de Malik, deixando o estudante mais velho para trás, momentaneamente atordoado. O ar estalava ao redor deles, denso com um desafio não dito. Gabriel sentiu uma onda de euforia, uma corrente escura fluindo por suas veias. Aquilo não era submissão. Era uma missão de reconhecimento. Ele estava aprendendo as fraquezas deles. --- O apartamento era austero, minimalista, refletindo a personalidade dura de Malik. Gabriel estava no centro da sala de estar, braços cruzados, observando enquanto Malik batia a porta. O som ecoou, uma finalidade que Malik claramente pretendia. Gabriel sentiu o peso do olhar de Malik, predatório e intenso, varrendo-o. Ele esperou, paciente. — Você está brincando com fogo, Gabriel — Malik disse, sua voz baixa, um ronco perigoso. Ele caminhou lentamente em sua direção, circulando como um predador. — Você não sabe do que eu sou capaz. — Eu tenho uma ideia — Gabriel respondeu, sua voz firme, não traindo nenhuma da apreensão que ainda se enrolava em seu estômago. Ele focou nos olhos de Malik, procurando as rachaduras. — Você é capaz de me arrastar até aqui para tentar me intimidar. Malik parou na frente dele, perto o suficiente para Gabriel sentir o calor emanando de seu corpo. O cheiro de seu aftershave misturava-se com o suor. — Intimidar? Isso é um aviso. Um lembrete de quem manda. Malik estendeu a mão, fechando-a em volta do pescoço de Gabriel, não apertando, mas afirmando posse. Gabriel estremeceu internamente, mas manteve sua posição, sem se afastar. Ele precisava não mostrar medo. Ele era o Herdeiro, e Malik não o quebraria. — Você acha que é assim que se controla as pessoas? Com ameaças? — A voz de Gabriel era quase um sussurro, mas carregava uma ponta afiada. O polegar de Malik acariciou o ponto do pulso na garganta de Gabriel. Um arrepio percorreu a espinha de Gabriel, uma mistura confusa de repulsa e algo mais, algo primal. Seus poderes recém-despertos pulsavam, tornando-o mais sensível, mais consciente da energia de Malik. — Com o que elas desejam. Com o que elas temem. E você, Gabriel, deseja muitas coisas. E teme ser controlado. Os lábios de Malik roçaram a orelha de Gabriel. — Mas você já é meu. Você sempre foi. Gabriel cerrou o maxilar. As palavras eram para quebrá-lo, para lembrá-lo de seu passado, da submissão forçada. Mas agora, elas alimentavam um tipo diferente de fogo. Ele não era mais apenas a vítima da possessividade de Malik; ele era o ‘Herdeiro’, uma ferramenta de Elara, sim, mas também uma arma sendo forjada. Ele não cederia. Aquele tempo havia acabado. Malik’s hand slid down, gripping Gabriel’s waist, pulling him flush against his body. Gabriel sentiu o plano duro do peito de Malik, a tensão em seus músculos. — Você se contorceu para James, não se contorceu? — Malik sussurrou, sua voz escura de ciúmes. O toque de Malik era uma tortura lenta, projetada para quebrar sua mente. — Deixou que ele te tocasse, que ele te usasse. — E você acha que isso me torna seu? — Gabriel desafiou, sua voz rouca. Ele sabia que o ciúme de Malik era uma fraqueza. Ele o exploraria. — Eu não sou um prêmio para ser conquistado. Malik’s eyes flashed. Ele empurrou Gabriel para trás, não rudemente, mas com uma força deliberada que fez Gabriel tropeçar contra o sofá. Malik o seguiu, pairando sobre ele, a sombra de seu corpo cobrindo Gabriel. — Você está provocando. Eu vejo isso nos seus olhos. A mesma chama que te fez me desafiar antes. Gabriel encontrou seu olhar, destemido. — Talvez eu esteja cansado de ser um brinquedo. Malik sorriu, uma torção cruel em seus lábios. Ele se inclinou, seu hálito quente no rosto de Gabriel. — Brinquedo ou não, você ainda está nas minhas mãos. E esta noite, você vai aprender exatamente a que ponto. A noite se desenrolou em um nevoeiro de sensações cruas e guerra psicológica. Malik moveu-se com uma urgência possessiva, seu toque exigente, suas palavras cortantes. Ele buscava despir a defiance de Gabriel, fazê-lo ceder. Gabriel sentiu cada toque, cada investida, cada comando sussurrado, não como rendição, mas como dados. Ele estava dissecando Malik, encontrando os padrões, as necessidades, as inseguranças escondidas sob o exterior brutal. Seu corpo respondeu, uma traição indesejada, mas sua mente permaneceu afiada, observando. Ele podia sentir o desespero de Malik, seu medo de perder o controle, sua necessidade dolorosa de possuir. Gabriel permitiu que Malik acreditasse que estava vencendo, enquanto catalogava cada fraqueza, cada ponto vulnerável para retribuição futura. O amuleto pressionava sua pele, uma promessa fria de vingança. --- O amanhecer se insinuou pelas frestas das persianas, pintando o quarto com tons de cinza. Gabriel estava deitado, o corpo dolorido, mas a mente estranhamente clara. Ele se sentia invadido, usado, mas uma parte dele se sentia estranhamente conectada à intensidade de Malik. Não era afeição, nem mesmo desejo, mas um reconhecimento primitivo do poder. Como um predador que reconhece a força de outro, mesmo quando caça. O Herdeiro dentro dele estava acordado, observando a vulnerabilidade por trás da ferocidade de Malik. Malik estava ao seu lado, o braço pesado sobre sua cintura, a respiração regular. Ele parecia quase pacífico no sono, uma contradição gritante com a fera que fora durante a noite. Gabriel virou a cabeça para encará-lo, notando a linha suave de sua mandíbula, os cílios longos. Aquela imagem o tornou mais perigoso, não menos. Ele viu a carência escondida ali, a necessidade de domínio disfarçada de força. Uma leve dor latejava em seu pescoço, onde Malik havia segurado com mais força. Ele tocou o local com os dedos, sentindo a pele sensível. O amuleto ainda estava lá, frio e pesado, seu propósito ressoando em seu peito. A voz sintética de Elara ecoou em sua mente, um lembrete. *Eles são ferramentas, Gabriel. Use-os.* Ele respirou fundo, absorvendo a energia do quarto, a de Malik. Sentiu a força fluir através dele, não apenas física, mas uma força de vontade renovada. Ele deslizou para fora da cama, o corpo protestando, mas sua mente focada. Pegou suas roupas espalhadas pelo chão, vestindo-se em silêncio. Cada movimento era deliberado. Ele não estava fugindo. Ele estava se preparando. A conexão que sentia não era de submissão, mas de compreensão. Ele havia visto o coração de Malik, a fonte de sua fúria, e sabia como usá-la contra ele. O Herdeiro não seria uma vítima. Ele não tinha medo. Havia apenas uma resolução fria e dura. A raiva que sentia não era mais a raiva impotente do passado, mas uma fúria calculada, um motor para sua vingança. Ele sentia a presença do novo poder dentro de si, pulsando, uma promessa silenciosa. Era um poder que Malik ainda não havia percebido, um poder que o faria cair. Gabriel era o catalisador, o executor de Elara, mas também o seu próprio libertador. --- Malik despertou com um grunhido, seus olhos se abrindo para encontrar Gabriel já de pé, completamente vestido, encarando-o com uma expressão ilegível. A quietude de Gabriel o alarmou mais do que qualquer explosão. Ele se sentou, o lençol caindo para sua cintura, expondo seu peito musculoso. — Onde você pensa que vai? — A voz de Malik era rouca, ainda sonolenta, mas com uma possessividade inconfundível. Ele tentou reafirmar seu controle, mas Gabriel sentiu-se um pouco mais forte. Muito mais forte. — Para onde eu quiser — Gabriel respondeu, a voz calma, mas com uma autoridade que Malik nunca havia ouvido antes. Seu magnetismo parecia preencher o ar, envolvendo Malik em uma teia invisível. — Eu não sou seu prêmio, Malik. Nunca fui. Malik rosnou, o desejo e a raiva se misturando em seu olhar. Ele tentou se levantar, mas uma estranha letargia o atingiu. — Você é meu. Eu te quebrei. Você é meu. Gabriel deu um passo à frente, seus olhos fixos nos de Malik. Uma energia sutil, quase palpável, emanava dele. — Você não quebrou nada. Apenas me mostrou o que você realmente é. Um homem que precisa de controle porque teme perder o seu próprio. Você está com medo, Malik. Com medo de James, com medo de falhar. E com medo de mim. Malik engasgou, as palavras de Gabriel cortando fundo. Ele tentou argumentar, mas as palavras ficaram presas em sua garganta. Ele via algo diferente nos olhos de Gabriel, algo que o fascinava e o aterrorizava. Era o Herdeiro, a encarnação de uma força antiga. Uma batida na porta interrompeu o momento tenso. — Malik! Onde está você? Eu sei que Gabriel está aí! — Era a voz de James, carregada de fúria e ciúme. A porta foi aberta com um empurrão, e James entrou, seus olhos azuis brilhando com raiva. Ele parou abruptamente ao ver Gabriel e Malik, a cena da manhã íntima acendendo sua própria possessividade. — O que diabos você está fazendo aqui, Gabriel? Gabriel se virou para James, um sorriso lento e frio se espalhando por seus lábios. Seus olhos encontraram os de James, e a mesma onda de magnetismo que afetara Malik agora o envolveu. James sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo, um desejo avassalador e inexplicável que o fez cambalear. — Eu estou aqui para colocar as coisas em seu devido lugar, James. Para acabar com seus joguinhos infantis. Você também está com medo. Com medo de Malik, com medo de perder seu império de papel. E com medo de mim. As palavras de Gabriel atingiram James com a força de um soco. Sua arrogância desmoronou, substituída por uma adoração atordoada. Ele viu Gabriel não como um calouro, mas como uma força irresistível, a personificação do desejo e do poder. Malik, ainda na cama, observava a cena, uma inveja primordial apertando seu peito. Ele viu James cair sob o feitiço de Gabriel, exatamente como ele mesmo estava caindo. Aquele era o verdadeiro Herdeiro, o alfa que eles foram destinados a seguir. Gabriel sentou-se na poltrona do quarto privativo e apoiou o queixo na mão, encarando os dois de cima. Malik e James, antes temidos e arrogantes, deram passos vacilantes até caírem de joelhos aos seus pés. Malik beijou os nós de seus dedos em súplica faminta, enquanto James encostou a testa em seu joelho, olhos vidrados em pura adoração louca. Gabriel sorriu com desdém letal: — Se quiserem meu toque, aprenderão a obedecer.

End of Chapter 27